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4D e 5D: as muitas dimensões do BIM

By 20 de março de 2020 No Comments

O Building Information Modelling, ou simplesmente BIM, é uma metodologia que revolucionou a construção civil. Com a utilização de modelos tridimensionais, tornou-se possível organizar as etapas de um projeto com muito mais precisão.

Mas você sabia que existem outras dimensões do BIM? Hoje vamos falar de 4D e 5D, perspectivas que colaboram ainda mais para o sucesso de uma obra. Confira!

BIM: Modelo 3D para projetos de engenharia

O grande trunfo do BIM é a possibilidade de reunir todos os aspectos de um projeto num único arquivo. Largura das portas, espessura das paredes, inclinação do telhado, rede hidráulica, instalações elétricas… Todos esses elementos ficam disponíveis no mesmo modelo 3D.

Para os leigos, o impacto é visual. Em vez de imaginar a disposição dos cômodos a partir de uma planta baixa, agora é possível visualizar cada cantinho da edificação com um grau muito maior de detalhes.

Para os profissionais envolvidos no empreendimento, o ganho é de ordem técnica. Eles podem trabalhar de maneira conjunta e evitar conflitos.

Por exemplo, digamos que o cliente exija a abertura de uma janela a mais numa parede. Se o plano inicial era usar aquela área para a passagem de canos de esgoto, deverá ser feito um ajuste no desenho do sistema hidráulico. Isso provavelmente também vai impactar a disposição das fiações elétricas.

Em resumo, uma modificação leva a outra. Mas, como a maquete virtual do sistema BIM agrega todos os dados, é fácil projetar as modificações antes mesmo que a obra comece. Assim, poupa-se o risco de retrabalho.

4D e 5D: a quarta e a quinta dimensão do BIM

Se o BIM utiliza as três dimensões do mundo concreto (altura, largura e profundidade), onde entram o 4D e o 5D? Vamos às explicações.

A quarta dimensão diz respeito ao tempo. É que o planejamento da construção deve obedecer a um cronograma, já que cada etapa tem uma época certa para acontecer. Primeiro vem a fundação, depois ergue-se as estruturas e, por fim, há os acabamentos (é mais complexo que isso, mas tentamos resumir a ideia).

Nesse contexto, nem todos os colaboradores precisam estar no canteiro durante o mesmo período. Os pintores, apenas para citar um caso, só devem ser chamados depois que o reboco das paredes secou. A própria encomenda de materiais tem de ser escalonada, senão vai ter azulejo, galão de tinta e outros itens ocupando um espaço desnecessário no local.

Pois a modelagem BIM auxilia no controle dos prazos. Sabendo quais serão as fases do empreendimento, o engenheiro responsável pode coordenar a compra de insumos e o calendário das equipes. Também se tem uma noção mais sólida de quando o prédio será entregue.

Finalmente, chegamos à quinta dimensão: os custos. Com a metodologia BIM, descreve-se todos os materiais que serão utilizados no processo, bem como quantos profissionais estarão envolvidos. Logo, dá para calcular os valores de cada item, inclusive mão de obra, chegando-se ao orçamento total do projeto.

Talvez o contratante ache a soma um tanto salgada. Nessa situação, pode-se fazer simulações para reduzir as despesas. Que tal substituir o piso por um porcelanato mais em conta? Ou negociar um desconto com o fornecedor? Essas opções podem ser testadas e avaliadas com antecedência.

Ou seja: as cinco dimensões do BIM atuam para você ter uma gestão mais eficiente da empreitada. Isso garante economia de recursos financeiros e agilidade na finalização do trabalho.

Quer saber mais? Então entre em contato com a Sulpply Engenharia e veja como nossa equipe pode ajudar você.

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